quarta-feira, 10 de abril de 2013

Day and Night

Day and Night. M.C. Escher - 1938

Maurits Cornelis Escher, ou, como é chamado, M. C. Escher, foi um artista gráfico holandês que ficou famoso por seus trabalhos com xilografia, litografia e mezzotints nos quais explorava a composição e disposição matemática dos elementos com padrões geométricos (ou não) na telas, criando efeitos de ilusões de ótica que procuravam representar metamorfoses, o infinito e arquitetura, dentre outros.

A imagem acima é de sua obra Day and Night, de 1938. Esta foi minha escolha porque, além de ser uma belíssima xilogravura, acredito que causa um forte impacto no observador. A riqueza de sua estruturação, feita com verdadeira perfeição matemática, me leva a refletir sobre inúmeras coisas. Mas, a ideia mais forte que me ocorre é que Escher nos remete a uma representação de um ponto de encontro de opostos, como a fusão do dia com a noite, do negro com o branco, do bem com o mal, entre outras. Não existe uma real separação entre ambos, mas apenas um caminho realizado rumo à mistura dos elementos. Acredito que esse quadro possa representar a busca por um momento de reorganização de nossa essência interior, no qual nossas dicotomias (bem e mal, aparência e essência, interno e externo, público e privado, etc., etc. e etc.) se mesclam e se reorganizam. Enfim, a imagem me faz pensar na busca por um ponto de equilíbrio, uma harmonia entre os opostos de um mesmo ser.

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